O conselheiro da Abrint observa que a nova tecnologia dará mais competitividade para as redes de fibra óptica.

A destinação da faixa estendida de 6 GHz para o WiFi 6E recoloca os ISPs na briga por assinantes, mesmo que não tenham acesso ao 5G. A avaliação foi feita pelo conselheiro da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Basílio Perez, durante participação em painel do INOVAtic, nesta sexta-feira, 11. “Além disso, vai ser importante para dar uma qualidade maior aos serviços prestados aos usuários”, ressaltou.

Perez disse que hoje em dia, os provedores entregam 200, 300, 400, 500 Mbps de velocidade mas, como quase ninguém tem mais desktop, a velocidade que chega ao usuário não passa de 30 a 40 Mbps, em função do que o WifI na casa do usuário consegue entregar.  “Com o WiFi 6E nós poderemos entregar na ponta tudo aquilo que está chegando na fibra instalada na casa do usuário”, afirmou.

Para Perez, a nova faixa de WiFi amplia a competitividade. “O pessoal do 5G vai ter uma capacidade de dados que nós na fibra não teríamos e iríamos perder muita competitividade. O fato de ter acesso a uma capacidade equivalente  nos iguala”, salientou.

O conselheiro disse que há  provedores  já tentando mudar a forma de atendimento dos usuários, trocando a venda  de  velocidade por área de abrangência na casa, com roteadores e soluções adequadas para melhorar a experiência dos usuários.


NOVOS MERCADOS

O diretor Comercial Corporativo e CMO da Connectoway, Paulo Frosi, concorda com a importância do WiFi 6E para a experiência do usuário, mas acredita que trará outros benefícios aos provedores, que poderão explorar outros mercados. “Os ISPs já não são mais apenas provedores de acesso, mas empresas de tecnologia justamente pela demanda que está vindo dos usuários. Têm que levar o produto solicitado junto com a conectividade, agregando valor ao megabit.  Isso tudo traz uma grande possibilidade de negócios para os próximos anos”, disse.

Para o executivo, o novo WiFi também terá um papel muito importante na complementariedade do 5G. “A gente sabe que as casas no Brasil têm muitos tijolos, vidros, que são impeditivos para a cobertura da tecnologia 5G, mas  o WiFi 6E permitirá que o usuário mantenha sua experiência de uso fora e dentro de casa, até sem queda do serviço”, disse.

Outras vantagens do WiFi 6E apontadas por Frosi são a baixa latência e a segurança embarcada, que permitem seu uso pela indústria 4.0, na gestão de diversos robôs ao mesmo tempo.

Frosi disse que os equipamentos e dispositivos para o WiFi 6E ainda não estão disponíveis, só devem chegar no final do segundo semestre ou no ano que vem. Porém, ressalta que novos equipamentos já em uso permitem a melhoria do serviço wireless, mesmo usando as faixas antigas de 2,4 e 5 GHz.

O painel sobre WiFi 6E foi moderado pelo consultor João Moura. O INOVAtic é uma promoção do Tele.Síntese e os debates poderão ser acessados no site


Fonte: Inovatic
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